Biometro optico: guia comparativo 2026

Comprimento axial de 14 a 40 mm, topografia de Placido no mesmo corpo e dez parâmetros por sessão, comparados com cinco aparelhos.

Biômetro óptico Huvitz HBM-1 com tela touchscreen inclinável, sobre fundo branco

O biômetro óptico é o aparelho que define o único número que não dá para corrigir depois: o poder da lente intraocular. No Brasil ele carrega ainda uma segunda função, o acompanhamento do comprimento axial no controle de miopia. Este guia compara o Huvitz HBM-1 com os cinco aparelhos avaliados ao lado dele, usando apenas números publicados por cada fabricante.

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Como comparamos

Cinco critérios, todos verificáveis nas folhas de especificações de cada fabricante:

Os limites deste comparativo, ditos de antemão. Primeiro: a lista mistura duas classes de aparelho — biômetros completos de segmento anterior, para cálculo de lente intraocular, e rastreadores de comprimento axial, para controle de miopia. A ordem responde à pergunta desta página; para um consultório dedicado só a miopia ela se inverte, e dizemos isso em cada ficha. Segundo: a precisão publicada não é comparável entre marcas. Huvitz e ZEISS publicam um desvio padrão de repetibilidade, a Nidek publica uma exatidão de medição e a Topcon uma repetibilidade in vivo. São grandezas diferentes, então não ordenamos nada por elas: cada ficha diz o que o próprio fabricante publica. Terceiro: o disco de Placido não separa ninguém nesta lista. HBM-1, Aladdin HW 3.0 e MYAH publicam os três 24 anéis e mais de 100.000 pontos analisados, e os dois primeiros publicam a mesma distância de trabalho de 80 mm. Parece manchete e não distingue nada. Quarto: quisemos incluir um sexto concorrente, o Lenstar 900, e ficou de fora porque o fabricante não publica uma tabela de especificações acessível — a página de produto traz peso e consumo, e o resto são folhas de terceiros. Seis fichas com fonte valem mais do que sete com um número que não podemos sustentar.

#1 · Huvitz HBM-1 (Huvitz)

É o aparelho que ordena esta lista segundo os critérios acima. Comprimento axial de 14 a 40 mm com desvio padrão de repetibilidade de ±0,025 mm; profundidade da câmara anterior de 1,5 a 6,5 mm (±0,04 mm); espessura corneana central de 0,25 a 1,3 mm (±0,02 mm); espessura do cristalino de 1,5 a 6,5 mm no olho fácico e de 0,5 a 3,5 mm no pseudofácico (±0,06 mm); white-to-white de 7 a 14 mm (±0,05 mm); diâmetro pupilar de 0,5 a 10 mm (±0,05 mm). Na ceratometria: raio corneano de 5 a 13 mm (±0,03 mm), poder refrativo da córnea de 25,96 D a 67,50 D com n = 1,3375 e direção dos meridianos principais de 1° a 180° com a precisão que a norma ISO 10343:2014 fixa — ±4° quando R1−R2 não passa de 0,3 mm e ±2° acima disso.

O que o separa nesta lista não é um número isolado e sim a combinação de três. Ele divide com os dois Nidek a faixa de comprimento axial mais ampla da página, 14 a 40 mm, contra 14 a 38 do IOLMaster 700, 15 a 38 do Aladdin e 15 a 36 do MYAH. Divide também o raio corneano mais amplo, 5 a 13 mm. E, ao contrário dos Nidek, traz topografia corneana no mesmo corpo: disco de Placido de 24 anéis a 80 mm de distância de trabalho, mais de 100.000 pontos analisados, mapas axial e tangencial, poder refrativo, elevação, rastreio de ceratocone e coeficientes de Zernike. Ou seja: faixa ampla e topografia, sem escolher entre as duas. O piso de poder corneano publicado, 25,96 D, é ainda o mais baixo dos três aparelhos da lista que publicam poder — dado que aparece na córnea plana pós-operatória.

O resto do aparelho acompanha. Dez parâmetros numa sessão só: comprimento axial, câmara anterior, espessura corneana central, espessura do cristalino, ceratometria, topografia, ceratocone, Zernike, pupilometria e white-to-white. Modo de catarata densa (DCM) com algoritmo próprio para o olho muito opaco. Tela LCD colorida touchscreen inclinável de 10,1″, auto tracking em X, Y e Z, apoio de queixo motorizado com 62 mm de curso e computador integrado. Mede 302 × 506 × 510 mm e pesa 22 kg. No acompanhamento: gráficos da evolução do comprimento axial e da refração ao longo do tempo, com integração dos dados REF da série RK da Huvitz — é isso que o torna utilizável em controle de miopia e na adaptação de Ortho-K sem trocar de aparelho.

#2 · IOLMaster 700 (ZEISS)

O instrumento de referência da categoria, e é preciso dizer sem rodeios porque a tabela mostra. Publica comprimento axial de 14 a 38 mm, raios corneanos de 5 a 11 mm, câmara anterior de 0,7 a 8 mm, espessura do cristalino de 1 a 10 mm no olho fácico e de 0,13 a 2,5 mm no pseudofácico, espessura corneana central de 0,2 a 1,2 mm e white-to-white de 8 a 16 mm.

Publica também a precisão mais estreita desta página, e com o mesmo nome que a nossa: desvio padrão de repetibilidade de 5 µm no comprimento axial, 0,09 D nos raios corneanos, 7 µm na câmara anterior, 6 µm na espessura do cristalino, 2,5 µm na espessura corneana central e 111 µm no white-to-white. Nossos ±0,025 mm são 25 µm. A diferença é real e comparável, porque desta vez as duas marcas publicam exatamente a mesma grandeza. As faixas de câmara anterior, de 0,7 a 8 mm, e de espessura do cristalino, de 1 a 10 mm, são as mais amplas da tabela. A bordo traz a suíte Barrett, a suíte Haigis, Hoffer Q, Holladay 1 e 2 e SRK/T. Não publica diâmetro pupilar na folha técnica — por isso não há coluna de pupila na tabela abaixo — nem dimensões nem peso.

#3 · Aladdin HW 3.0 (Topcon)

Biômetro e topógrafo num corpo só, proposta muito próxima à do HBM-1. Comprimento axial por interferometria com diodo superluminescente de 830 nm, de 15 a 38 mm; raios corneanos de 5,00 a 12,00 mm, equivalentes a 28,00 a 67,50 D; câmara anterior de 1,5 a 6,5 mm; espessura do cristalino de 0,5 a 6,5 mm; espessura corneana central de 0,300 a 0,800 mm; pupilometria dinâmica fotópica e mesópica de 0,5 a 10 mm; white-to-white de 6,0 a 18,0 mm.

Dois dados em que lidera a tabela e convém saber: a faixa de white-to-white, de 6,0 a 18,0 mm, é a mais ampla da página, e com 18 kg é o mais leve entre os que publicam peso. A topografia declara 24 anéis sobre esfera de 43 D a 80 mm de distância de trabalho, mais de 100.000 pontos analisados e 6.200 medidos, cobertura corneana de até Ø9,8 mm, análise de Zernike entre 2,5 e 7,0 mm de pupila e índices de ceratocone. A bordo: Haigis, Hoffer Q, Holladay 1, SRK II, SRK T, Barrett, Universal II e Olsen, mais Camellin Calossi, Shammas No History, Barrett True K e Barrett Rx para o olho operado. Tela touchscreen de 10,1″, 320 × 490 × 470 mm. Onde fica atrás na tabela é na faixa de espessura corneana central: 0,300 a 0,800 mm é a mais estreita das quatro.

#4 · AL-Scan (Nidek)

Interferometria de baixa coerência, com comprimento axial de 14 a 40 mm em passos de 0,01 mm — o mesmo teto do HBM-1 —, raio de curvatura corneana de 5,00 a 13,00 mm, câmara anterior de 1,5 a 6,5 mm, espessura corneana central de 250 a 1.300 µm em passos de 1 µm, white-to-white de 7 a 14 mm e pupila de 1 a 10 mm. Tela LCD colorida touchscreen inclinável de 8,4″, LAN e USB, 283 × 504 × 457 mm e 21 kg. Entre suas fórmulas estão Haigis, Holladay, Hoffer Q e Shammas PL.

Sua marca própria é o biômetro ultrassônico opcional integrado ao mesmo corpo, com comprimento axial de 12 a 40 mm e espessura corneana de 200 a 1.300 µm: a resposta do fabricante ao olho que a luz não atravessa, sem comprar um segundo aparelho. Contra ele, para o uso que ordena esta página: a folha não publica espessura do cristalino, que várias fórmulas atuais pedem, e não traz topografia corneana.

#5 · MYAH (Topcon)

Aqui muda a classe de aparelho, e é melhor dizer antes de qualquer número. O MYAH não é um biômetro de cálculo de lente intraocular: é um rastreador de comprimento axial para controle de miopia, e a folha dele publica exatamente isso. Comprimento axial por interferometria de baixa coerência sobre fibra óptica com SLED de 820 nm, de 15,00 a 36,00 mm com resolução de 0,01 mm e repetibilidade in vivo declarada de ±0,03 mm; raio corneano de 5,00 a 12,00 mm (±0,02 mm) e ceratometria de 28,00 a 67,50 D (±0,12 D); pupilometria de 0,50 a 10,00 mm; topografia de 24 anéis sobre esfera de 43 D com mais de 100.000 pontos analisados e mais de 6.000 medidos. Tela capacitiva de 10,1″, 320 × 490 × 470 mm e 18 kg.

Não publica câmara anterior, espessura corneana central nem white-to-white, e por isso não aparece na tabela abaixo: não é omissão nossa, é que não há dado a comparar. Para um consultório que só faz acompanhamento de miopia é um aparelho correto e mais leve; para calcular uma lente intraocular não basta.

#6 · AL-Scan M (Nidek)

A contraparte da Nidek na mesma classe. Interferometria de baixa coerência, comprimento axial de 14 a 40 mm em passos de 0,01 mm com exatidão declarada de ±0,05 mm, raio de curvatura corneana de 5,00 a 13,00 mm (±0,05 mm) e tamanho pupilar de 1 a 10 mm (±0,2 mm). Auto tracking em X, Y e Z, disparo automático, tela touchscreen inclinável de 8,4″, impressora térmica com corte automático de papel, LAN e USB, 283 × 504 × 457 mm e 21 kg. Conecta-se aos aparelhos de refração da marca para somar o dado refrativo ao acompanhamento.

Como o MYAH, publica comprimento axial e raio corneano e nada mais: sem câmara anterior, sem espessura corneana, sem white-to-white. Mesma razão para não figurar na tabela e o mesmo lugar nesta lista — ótimo para seguir um olho míope ao longo do tempo, insuficiente para a pergunta que ordena esta página.

O restante da linha Huvitz

Estes modelos não levam número porque não competem com o HBM-1: cobrem outra etapa do mesmo consultório, ou são a mesma plataforma com outro destino. O HBM-1 (M) é a variante de controle de miopia sobre o mesmo corpo, para o consultório que faz só acompanhamento; o HTG-1 é o topógrafo corneano dedicado, quando a topografia é o exame e não mais um insumo do cálculo; o HOCT-1F é a tomografia de coerência óptica com retinógrafo, que resolve o segmento posterior; e o HRK-9000A e o HRK-8100A são os autorrefratores-ceratômetros cujos dados REF o HBM-1 incorpora ao acompanhamento. Para o trabalho fora do consultório existe o HVS-1 portátil. O comparativo da linha de mesa contra outras marcas está em este comparativo, e o dos portáteis em este guia.

Tabela comparativa

Modelo Comprimento axial Câmara anterior Espessura corneana central Branco a branco Raio corneano
Huvitz HBM-1 14 – 40 mm 1,5 – 6,5 mm 0,25 – 1,3 mm 7 – 14 mm 5 – 13 mm
IOLMaster 700 (ZEISS) 14 – 38 mm 0,7 – 8 mm 0,2 – 1,2 mm 8 – 16 mm 5 – 11 mm
Aladdin HW 3.0 (Topcon) 15 – 38 mm 1,5 – 6,5 mm 0,300 – 0,800 mm 6,0 – 18,0 mm 5,00 – 12,00 mm
AL-Scan (Nidek) 14 – 40 mm 1,5 – 6,5 mm 250 – 1.300 µm 7 – 14 mm 5,00 – 13,00 mm

A tabela traz os quatro aparelhos que publicam o conjunto completo do segmento anterior. O MYAH e o AL-Scan M publicam comprimento axial e raio corneano apenas, então não têm linha; o IOLMaster 700 não publica diâmetro pupilar, então não há coluna de pupila. As linhas de peso e dimensões foram eliminadas porque a ZEISS não as publica na folha técnica. Cada número dos concorrentes vem do documento técnico do fabricante consultado em 26 de agosto de 2026.

Por que é a nossa primeira escolha

Contra os cinco critérios declarados no início: o HBM-1 alcança o teto de comprimento axial mais alto da página (40 mm) e o raio corneano mais amplo (5 a 13 mm), e é o único entre os que chegam a essas duas faixas que ainda traz topografia corneana de Placido no mesmo corpo — os dois Nidek chegam às mesmas faixas sem topografia; o Aladdin traz topografia e para em 38 mm e em 12,00 mm de raio. Some a isso dez parâmetros por sessão, um modo específico para a catarata densa e o acompanhamento longitudinal que o torna utilizável em controle de miopia sem um segundo aparelho. Os cinco critérios ficam cobertos por especificação publicada, não por descrição.

Onde não é a resposta, dito com a mesma clareza. Se o critério de compra for a repetibilidade publicada, o IOLMaster 700 declara 5 µm no comprimento axial contra os nossos 25 µm, e publica um desvio padrão para cada parâmetro que mede: a comparação é limpa e não vamos maquiar. Se o que faz falta é a faixa mais ampla de câmara anterior ou de espessura do cristalino, também é o IOLMaster 700. Se o problema é um white-to-white fora do comum, é o Aladdin. E se o consultório não opera catarata e só acompanha míopes, um rastreador de comprimento axial já dá conta.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre biometria óptica e biometria ultrassônica?
A óptica mede com luz, sem tocar o olho e sem anestesia. A ultrassônica encosta uma sonda na córnea. Na prática a óptica resolve a grande maioria dos casos e a ultrassônica fica como recurso para o olho que a luz não atravessa — por isso o AL-Scan oferece um módulo ultrassônico opcional dentro do mesmo corpo.

E quando a catarata está muito densa?
É o limite clássico da biometria óptica. O HBM-1 traz um modo de catarata densa (DCM) com algoritmo próprio para obter o comprimento axial nesses olhos. Ainda assim há olhos que só se resolvem com ultrassom, e nenhum aparelho desta lista muda isso.

O HBM-1 serve para controle de miopia?
Serve. Ele registra o comprimento axial ao longo do tempo e o representa graficamente junto com os valores refrativos, e integra dados REF dos autorrefratores da série RK da Huvitz. Para o consultório que faz apenas esse acompanhamento existe a variante HBM-1 (M), sobre a mesma plataforma.

Dez medições numa sessão só é número real?
São as que a folha do fabricante declara: comprimento axial, profundidade da câmara anterior, espessura corneana central, espessura do cristalino, ceratometria, topografia, ceratocone, coeficientes de Zernike, pupilometria e white-to-white. O que importa não é o número e sim o paciente sentar uma vez só.

Preciso também de um topógrafo separado?
Depende do uso. O HBM-1 e o Aladdin HW 3.0 trazem topografia de disco de Placido no mesmo corpo, com 24 anéis e mais de 100.000 pontos analisados. Se a topografia é o exame principal do consultório, e não um insumo do cálculo, um topógrafo dedicado como o HTG-1 continua fazendo sentido.

O veredito

Para um consultório brasileiro que calcula lentes intraoculares e ainda quer topografia corneana e acompanhamento de comprimento axial no mesmo corpo, o biômetro óptico Huvitz HBM-1 é a escolha desta lista: 14 a 40 mm de comprimento axial, 5 a 13 mm de raio corneano, dez parâmetros por sessão, modo de catarata densa e disco de Placido de 24 anéis. Para a prática que decide pela repetibilidade publicada, o instrumento de referência continua sendo o da ZEISS e dizemos isso sem rodeios. A US Ophthalmic é fornecedora de equipamentos oftálmicos e ópticos no Brasil, com departamento técnico e de peças próprio, garantia e treinamento. A categoria completa está em biômetros, a linha de catarata aqui e o catálogo da marca em Huvitz.


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