Escolher um aparelho de OCT é a decisão de diagnóstico mais difícil de desfazer em uma clínica
oftalmológica: define por anos quais quadros a equipe consegue acompanhar sem encaminhar. Este
guia compara seis aparelhos pelo que cada fabricante publica — e diz também o que nenhum
deles publica.
Quatro grandezas que realmente separam um OCT na rotina: velocidade de varredura, faixa de
varredura, pupila mínima e campo da câmera de fundo integrada. Cada número saiu da página do
próprio fabricante, consultada em 28 de agosto de 2026. Os da Huvitz vêm da nossa
ficha do HOCT-1F.
Três linhas caíram. O comprimento de onda: só dois dos seis publicam. A
resolução axial, e essa é a exclusão que mais importa: o número da Canon é uma
resolução digital e o da Huvitz é uma resolução no tecido. São grandezas
diferentes e, na mesma coluna, a leitura honesta se inverte. E a angiografia,
porque duas fichas não falam dela. Nenhuma célula aqui foi estimada: se o fabricante não publica,
a linha não existe.
A tabela leva três dos seis aparelhos, pelo mesmo motivo. A ZEISS publica velocidade e largura
de varredura e nada além; a NIDEK publica uma área de captura de 12 × 9 mm; a Canon publica uma
resolução digital e 13 mm de largura. Os três estão descritos abaixo com os próprios números, mas
tabelá-los seria encher dois terços da tabela de traços.
Um aviso de leitura: a pupila mínima de 2,5 mm é atendida pelos três aparelhos tabelados. É um
piso que a categoria já superou, não um diferencial — está na tabela justamente para mostrar isso.
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OCT de domínio espectral com fonte de 840 nm, até 80.000 A-scans por segundo e aquisição 3D de
1,0 segundo no modo normal. Resolução no tecido de 20 µm lateral e 7 µm no eixo z com índice 1,36,
faixa de X 6~12 mm, Y 6~9 mm e Z 2,34 mm, pupila mínima de 2,5 mm, potência óptica na córnea
≤ 1,3 mW e precisão de profundidade de ±3%.
O que define o aparelho não é a velocidade: é a câmera de fundo não midriática
no mesmo corpo, de 20 megapixels colorida, 45° de campo, passo de pixel de 3,69 µm e 60, 40 e 25
pares de linhas por milímetro no centro, no meio e na periferia, com captura simples, estéreo e
panorâmica de campo amplo, e modo de pupila pequena a partir de 3,3 mm. A angiografia é opcional,
de 3 a 9 mm, com mapas superficial, profundo, externo e coriocapilar, FAZ e densidade vascular.
A ficha brasileira publica três dados que as versões em espanhol não trazem, e eles pesam na
instalação: distância de trabalho de 33 mm, tela LCD colorida sensível ao
toque de 12,1″ com 1280 × 800 pixels e compensação dióptrica de −33D a +33D no total
(−13D a +13D sem lente, +7D a +33D com lente positiva, −33D a −7D com lente negativa).
Atenção ao ler a ficha: há duas pupilas mínimas. 2,5 mm é a do OCT; 4,0 mm (3,3 mm no
modo de pupila pequena) é a da câmera de fundo. São dois blocos de especificação emendados sem
divisória.
50.000 A-scans por segundo, faixa horizontal de 3 a 12 mm e vertical de 3 a 9 mm, ambas com
tolerância de ±5% ou menos. Pupila mínima de ø2,5 mm para o OCT e ø3,3 mm com diafragma de pupila
pequena para a fotografia de fundo, que captura cor real de 24 bits com luz branca de forma
simultânea, a 45°. A angiografia é opcional, com padrões de 6 × 6, 4,5 × 4,5 e 3 × 3 mm. É o mais
lento dos três tabelados e o que publica a maior faixa horizontal.
Aqui a tecnologia muda: é um OCT de fonte varrida a 1.050 nm, não de domínio espectral. Publica
100.000 A-scans por segundo, resolução axial de 8 µm óptica e 2,6 µm digital, resolução lateral de
20 µm, faixa de 6 a 12 mm e pupila mínima de Ø2,5 mm, com imagem de fundo em cor real não
midriática a 45° e 30° por zoom digital. O comprimento de onda maior penetra melhor em meios
opacos — é uma diferença de arquitetura, e é assim que deve ser lida.
100.000 varreduras por segundo e até 12 mm em uma única varredura, com angiografia AngioPlex.
É a referência clínica da categoria em volume de literatura publicada. Fora essas duas grandezas,
a página do fabricante não publica comprimento de onda, resolução, pupila mínima nem
especificação de câmera de fundo — por isso não entra na tabela.
Aparelho combinado de OCT e câmera de fundo. O fabricante publica que adquire uma imagem de
área ampla de 12 × 9 mm, oferece imagem colorida de fundo, redução de ruído por aprendizado
profundo, autofluorescência e angiografia como opção. Não publica velocidade de varredura,
comprimento de onda, resolução nem pupila mínima. O RS-330 conhecido antes na região não tem mais
página ativa: o modelo publicado hoje é este.
Publica resolução axial digital de 1,6 µm e largura de varredura de até 13 mm — a
maior das seis — com oftalmoscópio de varredura a laser integrado para rastreamento. O número de
1,6 µm não pode ser comparado a uma resolução no tecido: são duas formas distintas de medir, e
confundi-las é o erro mais comum na leitura de especificações de OCT.
No Brasil a linha de OCT da Huvitz é o HOCT-1F. O HOCT-1, que é o mesmo corpo sem a câmera de
fundo, não consta do catálogo brasileiro — em espanhol ele existe, aqui não, e por
isso não é recomendado nesta página.
Os módulos de angiografia, topografia, biometria e lente de campo amplio são acessórios da
plataforma, não modelos separados: somam-se ao mesmo corpo. O catálogo está em
a página da Huvitz.
| Huvitz HOCT-1F | Topcon Maestro2 | Topcon DRI OCT Triton | |
|---|---|---|---|
| Velocidade de varredura | 80.000 A-scans/seg | 50.000 A-scans/seg | 100.000 A-scans/seg |
| Faixa de varredura | 6 – 12 mm (X) | 3 – 12 mm (H) | 6 – 12 mm |
| Pupila mínima (OCT) | 2,5 mm | 2,5 mm | 2,5 mm |
| Campo da câmera de fundo | 45° | 45° | 45° |
Números publicados por cada fabricante e consultados em 28 de agosto de 2026. As linhas de comprimento de
onda, resolução axial e angiografia foram excluídas porque nem todos os fabricantes as publicam.
Não é por velocidade: 80.000 A-scans por segundo ficam acima do Maestro2 e abaixo do Triton e
do CIRRUS 6000, e a tabela mostra isso sem maquiagem. Um OCT raramente é escolhido por esse
número, porque os três valores estão muito acima do que um dia de ambulatório exige.
A razão é de encaixe. Os critérios que abrimos no começo eram quatro, e o HOCT-1F é o único dos
seis que responde aos quatro com número publicado; os outros cinco fabricantes deixam de uma a
três dessas grandezas sem publicar. Para uma clínica que precisa de tomografia e de retinografia
colorida e não quer comprar dois aparelhos, a câmera de 20 megapixels não midriática integrada é a
diferença concreta, e o modo de pupila pequena de 3,3 mm é o que decide se dá para fotografar sem
dilatar.
Três coisas, e nenhuma delas é a velocidade. Primeiro, se o corpo já traz a câmera de fundo
integrada ou se será preciso comprar o retinógrafo à parte. Segundo, se a angiografia vem ativa ou
entra depois como módulo. Terceiro, a arquitetura: fonte varrida e domínio espectral não competem
no mesmo degrau. Somam-se a instalação, o treinamento da equipe e o suporte no país, que é onde um
orçamento bem feito se separa de um barato. Peça o seu orçamento com a
configuração exata de que precisa e comparamos com o que já está instalado na clínica.
Vamos falar de tomógrafos de coerência óptica para o seu consultório.
Envie os seus requisitos e um especialista retorna com uma configuração montada sobre como o seu consultório realmente trabalha, incluindo disponibilidade, instalação e treinamento no Brasil. A US Ophthalmic é fornecedora direta.
Qual é a diferença entre o HOCT-1F e o HOCT-1?
Apenas a câmera de fundo de olho. O bloco de OCT é idêntico: 840 nm, 80.000 A-scans/seg, 20 µm
lateral e 7 µm axial. O HOCT-1 não consta do catálogo brasileiro.
Dá para fotografar o fundo sem dilatar?
Sim. A câmera é não midriática e exige 4,0 mm de pupila no modo normal, ou 3,3 mm no modo de
pupila pequena. O bloco de OCT trabalha a partir de 2,5 mm.
A angiografia vem incluída?
É opcional. Quando ativada, cobre de 3 a 9 mm e entrega mapas superficial, profundo, externo e
coriocapilar, com análise de FAZ e densidade vascular.
Quanto tempo leva uma aquisição 3D?
1,0 segundo no modo normal com padrão A512xB96, conforme a especificação publicada.
Qual é a distância de trabalho?
33 mm, com tela sensível ao toque de 12,1″ e compensação dióptrica de −33D a +33D no total.
Para uma clínica brasileira que já tem retinógrafo, o ganho do HOCT-1F é menor — mas o HOCT-1
não está no catálogo daqui, então a comparação real é com os cinco aparelhos acima. Para quem
precisa resolver tomografia e fundo de olho com um aparelho só e um só fluxo de trabalho, o
HOCT-1F é o que fornecemos e sustentamos, e a tabela mostra exatamente onde
ele fica à frente e onde não fica. Para a etapa anterior do pré-operatório de catarata, o guia de
biômetros ópticos é o complemento natural; para refração fora do
consultório, o do auto refrator portátil.
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